Fuzil que pode ter sido usado em atentado contra vereador é apreendido em Mossoró, diz polícia
18/06/2026
(Foto: Reprodução) Polícia encontrou fuzil enterrado em terreno na zona rural de Mossoró
A Polícia Militar apreendeu nesta quinta-feira (18) um fuzil que pode ter sido usado no ataque que baleou o vereador Cabo Deyvison (PL) e matou um assessor dele em Mossoró.
O armamento era procurado pela polícia, que, no dia do crime, havia encontrado um carregador de fuzil em um carro abandonado que foi usado pelos criminosos.
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O atentado ocorreu na noite de segunda (15) em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Mossoró, enquanto o vereador fazia uma transmissão ao vivo. Cabo Deyvison foi baleado nas pernas e ficou com uma bala alojada. Ele ficou internado, mas recebeu alta hospitalar na quarta (17).
O assessor dele, Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, foi atingido nas costas e morreu no local.
Fuzil foi apreendido em comunidade em Mossoró
Divulgação
O fuzil de calibre 5.56 - o mesmo da munição encontrada - foi apreendido na Comunidade Maísa, uma região de divisa com o estado do Ceará. Ele estava enterrado. Também havia uma pistola ponto 40, que também foi apreendida.
Segundo a PM, o armamento foi encaminhado à delegacia para passar por perícia técnica. A PM informou que as diligências continuam em andamento na região para esclarecimento dos fatos.
Prisões no Ceará
Dois homens suspeitos de participação no crime foram presos em Beberibe, no Ceará, na tarde de terça-feira (16).
Conforme apuração do g1, os suspeitos, estavam trafegando em um táxi, saindo de Mossoró, quando foram abordados por uma equipe da Polícia Militar de Beberibe na CE-040, na altura do distrito de Parajuru.
Vereador Cabo Deyvison, de Mossoró, sofreu disparos durante live em frente a UPA
A abordagem teve apoio de uma equipe do Raio e de um helicóptero das forças de segurança do Ceará.
Por meio de nota, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte informou que, logo após o crime, realizou de imediato contato com a Polícia Militar do Ceará para interceptar o veículo no qual estavam os suspeitos. A instituição informou que, no momento da prisão, eles confessaram a participação direta no ataque.
Uma terceira pessoa havia sido presa em Mossoró na quarta-feira (17). A PM apontou inicialmente que o suspeito teria participação no crime, tendo atuado como motorista do carro de onde os disparos foram efetuados. Horas depois, a Polícia Civil informou que o suspeito foi solto pois não havia elementos que comprovassem o envolvimento dele no fato.
O suspeito havia sido detido em uma residência no bairro Belo Horizonte onde a polícia encontrou, no dia anterior, duas armas - nenhuma delas era o fuzil procurado - e um colete à prova de balas. A casa foi indicada pelos suspeitos presos no Ceará.
Polícia investiga motivação do crime e PIX de R$ 10 mil
O comandante da PM no RN disse em entrevista à Inter 1, nesta quarta (17), que a Polícia Civil ainda investiga a motivação do crime. Um dia antes, os delegados que apuram o caso disseram que não descartavam nenhuma possibilidade como linha de investigação.
"Muito recente informar alguma situação dessa que possa levar para um lado ou para o outro de investigação. Até porque é importante preservar isso e que seja definido através da investigação da Polícia Civil", falou o comandante da PM.
Polícia investiga atentado contra vereador de Mossoró, RN
Segundo o coronel Alarico Azevedo, os suspeitos presos no Ceará tentaram destruir os celulares quando foram detidos, mas uma das telas apresentou um comprovante financeiro de R$ 10 mil. A origem ou destino do dinheiro, no entanto, não foram informados.
"Nos aplicativos de internet e de banco sempre aparecem algumas mensagens. Quando você manda uma compra ou alguma coisa assim, aparece uma notificação. Na hora que eles tentaram danificar, ficou como se tivesse congelado a informação de um PIX", informou o comandante da PM.
O coronel Alarico Azevedo informou que a Polícia Civil investiga a movimentação financeira e o nome do envolvido na transação.
"No momento que foi verificado a tela do celular, tem o valor, que aí eu posso informar, que foi dito R$ 10 mil, mas para quem foi, se foi recebido ou foi enviado, a Polícia Civil já está com esses dados, com esses celulares e irá tomar as providências legais para fazer a a verificação do que se trata, fazer a averiguação dos dados desse celular para elucidar esse crime", disse.
A Polícia Civil acredita que o alvo do ataque era o vereador. Uma das linhas de investigação apura se o crime tem relação com denúncias feitas pelo parlamentar sobre a atuação de facções criminosas na cidade.
O caso
O ataque contra o vereador Cabo Deyvison, de 37 anos, ocorreu por volta das 22h de segunda, enquanto o parlamentar aguardava do lado de fora da UPA de Alto de São Manoel, em Mossoró, acompanhando uma mulher e uma criança que havia sido mordida por um cachorro.
O vereador estava fazendo uma transmissão ao vivo quando um veículo passou pelo local e os ocupantes atiraram diversas vezes contra o político.
O assessor do vereador, Alyson Dyego de Oliveira Morais chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Cabo Deyvison recebeu os primeiros atendimentos na UPA e foi transferido de ambulância para o Hospital Regional Tarcísio Maia. Depois, ficou internado no Hospital da PM, também em Mossoró.
Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe de Cabo Deyvison lamentou a morte do assessor. "Neste momento de dor e preocupação, pedimos orações pela recuperação de Cabo Deyvison e pela família da vítima", diz o texto.
Deyvison Thalles Martins do Nascimento, conhecido como 'Cabo Deyvison', foi eleito vereador pela primeira vez em 2024. Ele é policial militar no Ceará desde 2013 e está licenciado para exercer o cargo de vereador na Câmara dos Vereadores de Mossoró.
Após o crime, o carro suspeito de ser utilizado pelos atiradores foi encontrado abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros e será submetido à perícia. No local do ataque, policiais encontraram um carregador de munição calibre 5.56, utilizado em fuzis. A polícia confirmou que armamentos de uso restrito foram empregados na ação.
O delegado Renato Oliveira, responsável pelo caso, classificou o atentado como bárbaro e ressaltou que a ação colocou em risco pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde da UPA.
"É uma atitude extremamente violenta e criminosa que precisa de uma resposta", afirmou.
Vereador é baleado durante live em frente a UPA de Mossoró; assessor que fazia transmissão ao vivo morre
Reprodução
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